Por Járcio Baldi
A temporada 2025 do Mundial de Motovelocidade – MotoGP – já está a todo vapor com os testes oficiais. Semana passada o primeiro teste aconteceu na Malásia e nos próximos dias 12 e 13 de fevereiro acontecerão na Tailândia, onde no último domingo teve a festa de apresentação de todas as equipes da categoria principal.
O atual campeão da MotoGP, Jorge Martin, sofreu uma forte queda no primeiro dia dos testes em Sepang fraturando o pé e mão esquerdos e, apesar de ter realizado uma bem sucedida cirurgia na Espanha sua participação para o primeiro GP do ano, na Tailândia, ainda é uma incógnita. Essa ausência nos testes prejudica a adaptação do piloto à nova moto e equipe, a Aprilia, lembrando que o piloto venceu o Mundial com uma Ducati. Por outro lado, seu parceiro de equipe recebeu elogios do também recém chegado diretor técnico, Fabiano Sterlacchini. “Ele é muito bom”. “Antes eu achava Marco Bezzecchi um piloto apenas talentoso, mas fiquei surpreso com seu conhecimento técnico”. Sterlacchini trouxe experiências da Ducati e KTM, onde já trabalhou. Nos primeiros três dias de testes teve que adaptar o time pela falta de dois pilotos, já que Raul Fernandes, da equipe Trackhouse, também caiu e machucou a mão logo no primeiro dia, como Martin. O objetivo da fábrica está sendo a melhoria na largada. “A largada é um ponto importante, pois, essa nova geração da MotoGP com potência e aerodinâmica, se você largar atrás terá sempre uma corrida difícil”. “Largar na frente é um ponto-chave para o desempenho” afirmou Sterlacchini.
A Yamaha parece ter feito seu trabalho de casa durante o final de ano. A equipe dos três diapasões esteve sempre entre os primeiros e ficou com o melhor tempo no último dia, onde os pilotos realizam o “time attack”, ou seja, com condições para apenas uma volta rápida. Lembrando que a Yamaha ainda está utilizando seus motores de quatro cilindros em linha, seu novo motor V4 chegará para testes apenas na metade dessa temporada. Segundo o piloto Alex Rins, não existe uma data para a estreia do novo motor. “Pelo que eles nos dizem, trarão o motor para testes apenas quando for melhor do que o atual; ter um motor V4 não é obrigatório para um bom desempenho, é só observar a Honda” disse o espanhol. Jack Miller disse que essa é sua moto, e que a adaptação foi mais rápida do que ele esperava. “Minha posição na moto é bastante confortável, o que facilita muito”.
Pelos lados da KTM, Maverick Viñales, o único piloto não Ducati que venceu em 2024, tem como objetivo conquistar uma vitória com a marca para ratificar seu nome no livro dos recordes. “Vencer com quatro fabricantes diferentes é história, então obviamente é um objetivo e isso é algo que me motiva muito” disse o espanhol. Pedro Acosta nominou alguns pontos a melhorar para 2025: qualificação e as primeiras voltas da corrida. “No ano passado em muitas corridas tínhamos ritmo para lutar por pódios ou vitórias, mas com qualificações ruins acabávamos lutando apenas para alcançar o grupo da ponta”. “Então esses dois pontos serão os mais importantes para melhorar na temporada.”
A Ducati revelou que Marc Marquez está ajudando muito a fábrica fora das pistas. O diretor de esportes Mauro Grassili afirmou que: “Com Marc, estamos alcançando um público que antes era talvez mais difícil de alcançar”. A Ducati sabe que ter um oito vezes campeão mundial e o rosto mais famoso desse esporte atualmente ajuda muito fora das pistas. Bagnaia, apesar de seus dois títulos na categoria, ainda não atingiu seu ápice em termos de fama ou popularidade fora dos fãs de MotoGP.
Existem rumores de que a Pirelli será a fornecedora oficial de pneus da categoria principal a partir de 2027. A fábrica italiana já está trabalhando nos bastidores coletando dados nos diferentes circuitos, mas ainda são rumores.
Legenda: Marc e Pecco no lançamento oficial da Equipe Ducati
Foto/ MotoGP